Quanto você pagaria por um guardanapo? E se esse guardanapo estivesse todo desenhado, Você pagaria mais ou menos? Agora… Se esse “desenho” fosse feito por nada mais nada menos que Pablo Vittar? Mudaria alguma coisa para você? Pagaria um pouco mais, por ser de uma pessoa famosa?

Vou dificultar então. E se fosse pelo Pablo Picasso? Quanto você pagaria? … Pensa ai… Cem? mil? cem mil reais? Ou você tentaria pegar de graça por ser um guardanapo só com um “rabisco” feito sem muito esforço e de modo rápido?

Preste atenção nessa história (não sei se é verídica ou não, mas dá para tirar excelentes lições).

***

“Já velho, Pablo Picasso estava num café na Espanha, desenhando num guardanapo usado. Estava distraído, rabiscando qualquer coisa que chamava sua atenção no momento. A uma mesa perto dele, uma mulher sentada observava, admirada. Depois de um tempo, Picasso terminou de tomar o café e amassou o guardanapo para jogar fora ao sair. A mulher o deteve.

— Espere. Posso ficar com aquele guardanapo em que você estava desenhando? Eu pago.

— Claro — respondeu Picasso. — Vinte mil dólares.

A cabeça da mulher foi lançada para trás como se ela tivesse levado uma tijolada na cabeça.

— O quê? Mas você levou dois minutos para desenhar aquilo.

— Não, senhora — retrucou Picasso. — Eu levei mais de sessenta anos.

E, guardando o guardanapo no bolso, ele saiu.

(…)(…)(…)

Se alguém é melhor do que você em algo, é provável que tenha cometido mais erros. Se alguém não é tão bom quanto você, é provável que não tenha enfrentado todas as suas dolorosas experiências de aprendizagem.”

Trecho da conversa retirado do livro: “A sutil arte de ligar o fo**a-se”

***

Valorize-se! Esta foi a lição deixada por Picasso. A cada ano que passa, aquilo que você faz fica mais valioso. Sim, você vai pegando o jeito, vai melhorando e se tornando único. Cada experiência (obstáculos vencidos) que você passa, agrega para a sua melhoria. Cada pessoa de sucesso que você vê hoje, teve (e têm. Pois, enquanto está no topo ela não deixa de obter experiências, por conseguir vencer os obstáculos/problemas) mais obstáculos do que aquele que fracassou. Que paradoxo, não?

A lógica dessa afirmação é simples. Quem desistiu não teve a chance de passar por mais situações problemáticas e, por conseguinte, de obter mais experiências de aprendizados. (O acomodado, ao ler essa frase, diz: Então é melhor parar no meio do caminho mesmo, já que aparecerão inúmeros problemas na minha frente). Aí está o X da questão. Os problemas – ou as dificuldades que existem para se tornar alguém único no que faz – não são essas enxurradas de obstáculos na sua frente, mas sim como você os encara. Vai ver eles como um refinador para o futuro? Ou como uma barreira para os seus sonhos? Só existe a melhoria, quando você sabe onde está o erro. Por isso, quanto mais longe a pessoa chega, provavelmente passa por mais provações; enquanto o fracassado estaciona em uma delas.

Picasso entendia bem essa situação. Só ele sabe pelo que passou, ele sabia – naquele momento – o valor da sua arte e/ou serviço. É sempre bom fazer a pergunta: alguém fez doação ou caridade para o Picasso se tornar o que tornou? Pode até ter ajudado a fazer crescer, ok! Mas, se – em cada situação – o Picasso ficasse se diminuindo, quando ele seria valorizado? Aplique isso a você. O teu serviço não servirá para nada além de resolver favores.

Valorização, pode não estar ligado a valor monetário. Naquele momento Picasso considerou que sim. Mas têm situações que vão além de dinheiro, já outras que o dinheiro dará valor ao seu trabalho. Saiba definir e decidir, para que o seu trabalho tenha tanta valorização quanto os seus esforços.

Você é seu melhor empresário, antes mesmo que qualquer pessoa. Valorize seu trabalho; se não, reclamará depois.

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